• Stephane Sena

Recomendações para a comunicação de impacto até 2025


Estudo da Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto indica os principais caminhos para fortalecer o setor e indica boas práticas para a comunicação de causas


Iniciativas de impacto precisam empregar recursos (financeiros, humanos e de capital relacional) para garantir a coconstrução de narrativas que aproximem públicos de interesse à causa dos investimentos e negócios de impacto. É o que apontou o mais novo relatório da Aliança pelos Investimentos e Negócios de Impacto, iniciativa que identifica, conecta e apoia temas e organizações estratégicos para o fortalecimento deste campo no Brasil. O guia “Visões de Futuro para a Agenda de Impacto no Brasil” apresenta nove recomendações para o avanço dos investimentos e negócios de impacto até 2025.

“A comunicação é essencial para criar o senso de movimento nacional e plural que o ecossistema brasileiro de investimentos e negócios de impacto precisa. É a chave para o engajamento de mais atores nesse tema, seja empreendendo, investindo ou apoiando intencionalmente a agenda de impacto. É preciso mais lideranças e organizações falando de forma qualificada sobre impacto para que isso esteja efetivamente no centro das decisões de todos os negócios, investimentos e do consumo”, indica o estudo. A produção e a circulação de conteúdos por meio da comunicação de causas é fundamental para construir esse cenário e chegar também às pessoas que ainda não são sensíveis ao tema.

Recomendações para a comunicação no setor de impacto

As proposições indicadas pela Aliança pelo Impacto reforçam o que a DePropósito tem realizado nos últimos cinco anos e os princípios da comunicação de causas. Destacamos quatro pontos:

  • Cocriação de mensagens simples e efetivas para a divulgação da causa;

  • Produção de conteúdo e sistematização de casos dirigidos a audiências em estágios diferentes de conhecimento sobre investimentos e negócios de impacto;

  • Ampliação do relacionamento com atores do mainstream – como mídia tradicional, grandes agências de publicidade, branding, assessoria de imprensa e produção de conteúdo – capazes de sensibilizar grandes corporações e influenciadores;

  • Fomento de linguagens, imagens e conceitos positivos e propositivos em relação às agendas de gênero e raça.


“Entendemos que há muitas organizações com protagonismo na comunicação da causa dos investimentos e negócios de impacto, ou que são qualificadas para entregar mensagens específicas a públicos específicos. Somam-se diferentes veículos de comunicação especializados (parceiros para a criação de conteúdo) à grande mídia, que podem assumir o papel de aliados estratégicos para a ampla divulgação da agenda de impacto. O uso adequado dos conceitos de investimentos e negócios de impacto fortalece o ecossistema e favorece a aproximação de atores genuinamente interessados na agenda”, indica a Aliança de Impacto.



Visões de Futuro


Outras oito recomendações são apresentadas para avançar investimentos e negócios de impacto no Brasil até 2025, entre elas ampliar e qualificar a discussão sobre a monetização dos impactos socioambientais; criar laboratórios de inovação, linhas de crédito e redes de intraempreendedores(as), além de criar teses de impacto ambiental positivo que incluam indicadores e boas práticas.



Para conferir o documento na íntegra, clique aqui.


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