5 passos para fugir das fake news durante a pandemia

Informações falsas e outras práticas de desinformação agravam o combate do novo coronavírus. Saiba como se proteger.


Não é de hoje que informações falsas, popularmente chamadas de fake news, tomaram espaço nas discussões. Elas atrapalham o debate político, afetam a qualidade das eleições, atacam a reputação das pessoas e prejudicam a saúde pública. Em um cenário inédito e de alta gravidade como é a pandemia mundial da covid-19, os boatos podem até colocar em risco a vida da população. Com acesso facilitado à internet, a disseminação da informação cresce exponencialmente. Por isso, entender a lógica midiática e saber discernir conteúdos confiáveis de armadilhas é fundamental, tanto para se proteger quanto para interromper o ciclo da desinformação causado por pessoas que compartilham mentiras.


O jornalismo profissional e principalmente as agências de checagens têm redobrado o trabalho para combater esse tipo de crime. Mas segundo a publicação científica Science, em revista temática sobre o tema, as fake news têm 70% mais chances de viralizar do que as notícias verdadeiras. Isso porque entre as características das fake news, está um apelo emocional: quanto mais sensacionalista a informação for, mais ela envolve a audiência e maiores são as chances de compartilhamento. Além disso, esse tipo de mentira colabora para reforçar opiniões pré-concebidas. De acordo com o Instituto Ipsos, 62% dos brasileiros já caiu neste tipo de cilada.


A DePropósito acredita que uma das formas de colaborar com a superação da pandemia é promover informações confiáveis aos cidadãos. São dados e recomendações que ajudam as pessoas a se prevenir, proteger sua família e pessoas mais próximas, se planejar, se tratar e agir de maneira responsável, com atos de solidariedade, por exemplo. Interromper o ciclo das fake news é parte desse propósito. Por isso, separamos cinco dicas simples para você adotar na sua rotina e ensinar quem convive com você a fazer o mesmo.


1 - Verifique a fonte

Quem publicou essa informação? Se antes de compartilhar qualquer tipo de informação nos questionarmos sobre a origem da publicação, com certeza podemos reduzir muito a quantidade de informações inverídicas que circulam na web. Vale para links, memes, mensagens de texto e vídeos. Sinalizar a fonte dos dados publicados é uma forma de assegurar a credibilidade e a responsabilidade pelas afirmações ali contidas. Se não podemos identificar a fonte, devemos desconfiar. Verdadeira ou falsa, não há como responsabilizar, denunciar ou até elogiar um texto sem créditos. No jornalismo profissional sempre encontramos a autoria dos textos e também a empresa jornalística que oferece o espaço para publicação. Faz toda diferença. Esses veículos são confiáveis. Se o canal for desconhecido, vale a pena fazer uma busca adicional. Procure identificar quem está por trás da publicação. Quando se trata de uma fake, isso fica quase impossível, pois até os robôs são usados para enganar pessoas.


2 - Confira a data de publicação

Em um cenário de pandemia, tudo muda muito depressa. O número de casos de covid-19 e o número de mortos pelo mundo é consideravelmente distante de um dia para o outro. Não tome como base informações (e argumentações) construídas com base em dados antigos. A ausência de data pode ser um indício de desinformação. Na dúvida, se não conseguir encontrar a data de publicação, não compartilhe. Faça uma nova busca, pesquise um pouco mais. Duvide. Questionar as informações recebidas é o melhor remédio.


3 - Consulte portais de checagem

Se ficou na dúvida ou quer avisar a pessoa que enviou que trata-se de uma fake news, consulte as agências de checagem. Vários portais especializados no tema criaram áreas específicas para tratar das mentiras que circulam sobre a doença, tamanho o volume de fake news neste período. As mais virais chegam rapidamente ao conhecimento dessas agências, que investigam a informação correta e desmentem os boatos. As mais conhecidas são Lupa, Aos fatos, Projeto Comprova, Boatos.org. E tem até uma iniciativa inclusiva, que traz dados confiáveis para pessoas com deficiência visual.


4 - Valorize a imprensa profissional

Diferente das informações falsas que se espalham com rapidez e sem responsabilidade alguma, a imprensa tem um trabalho rigoroso de checagem de informações. Existe um método de construção da notícia e o valor máximo do jornalismo é a verdade. Isso não significa que a imprensa seja perfeita, ela pode cometer erros, mas quando isso acontece não é proposital e há uma retratação pública. Além disso, sabe-se quem publicou a informação, e tanto a pessoa quanto o veículo podem ser questionados juridicamente. Quando tiver dúvida sobre um conteúdo, busque por palavras chaves nos sites de busca. Se a informação for verdadeira, provavelmente vai encontrar um veículo de imprensa confiável com mais detalhes. Se for falso, provavelmente vai encontrar um link da agência de checagem desmentindo. Se não encontrar, você mesmo pode enviar para essas agências e sugerir uma investigação.


5- Busque dados oficiais

Você também pode exercitar a prática jornalística buscando informações nos órgãos oficiais. O site do Ministério da Saúde é aberto a todo cidadão e, inclusive, contém uma área específica para desmentir boatos sobre o novo coronavírus. Também é possível acompanhar coletivas de imprensa e ouvir o que as autoridades dizem sobre o assunto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) traz dados mundiais, já as secretarias de saúde estaduais e municipais compilam dados regionais diariamente.


Para terminar, seja curioso: pesquise e, na dúvida, não compartilhe!




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